Compulsão por compras?

Por Samantha Feehily (jornalista).​

A psicóloga Regiane Machado, explica como a “terapia das compras” pode se transformar em uma doença de compulsão (mania de comprar).

Não podemos deixar de levar em conta a sociedade consumista que estamos inseridos. E por conta disso se têm algumas facilidades, sendo estas: acesso a crediários, cartões de crédito, talões de cheques e financiamentos, comprar se torna uma tentação. Contudo, o problema é que o acesso fácil tem dado margem para transformar o consumo em uma espécie de “terapia” que, além de não solucionar as tristezas, ainda dá origem a culpas e até mesmo a dívidas. Todo mundo é vulnerável aos momentos de impulso. O problema é que algumas pessoas têm essa vulnerabilidade como característica e precisam consumir cada vez mais para preencher desconfortos emocionais de modo imediato.
Cuidado com as desculpas!
Quando as desculpas são pontuais, do tipo “levei o fora do namorado e mereço me dar de presente um vestido bem sexy”, não há grandes danos, a não ser que a pessoa não consiga pagar o que comprou; mesmo assim, a dívida é pequena e fácil de ser resolvida. O risco está em transformar tais compensações em hábito ou nem perceber que se está comprando por alguma compensação.
O consumo compulsivo é um transtorno do impulso e precisa de tratamento adequado. O portador, em geral, é alguém com grande dificuldade para administrar a vida doméstica – paga as contas em atraso, esquece de repor itens básicos, não consegue organizar as próprias coisas, etc. “A segunda característica é a sensação de urgência em comprar. É como se a pessoa pensasse: não compro porque quero ou porque escolho, compro porque preciso, é mais forte do que eu”. Para o consumidor compulsivo, vale comprar qualquer coisa: de miudezas a itens de grife. E uma outra característica importante, é se sentir arrependido, e também querer esconder este comportamento, escondendo até as próprias compras.
Uma dica para começar a ajudar… escolha fazer compras à vista, para que você consiga notar de forma mais real o custo versus benefício da compra.​

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