Síndrome do pânico

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Síndrome do Pânico é um dos transtornos de ansiedade.  Se caracteriza pela ocorrência de ataques de ansiedade intenso (ataques de pânico) espontâneo, imprevisível e recorrentes. Duram por poucos minutos. Foi observado que a base dos ataques é focada em sensações que para quem as vivenciam se torna um perigo real, porém não diagnosticados em exames clínicos. Deixando o paciente em conflito, por ficar em dúvidas entre os sintomas reais e irreais. Isso ocorre porque, é ativado o sistema de alerta do organismo, desnecessariamente, sem que haja um perigo iminente. Por consequência, provocam uma total desordem, levando a fortes sensações de medo. E do mesmo modo, são sentidos sintomas físicos, que podem ser: batimento cardíaco muito rápido, tontura, suor excessivo, tremores, sensação de falta de ar, dor ou desconforto no tórax, calafrios ou ondas de calor e formigamentos.

O diagnóstico é feito através da identificação de algumas destas características especificas na pessoa, a quantidade de recorrências e a espontaneidade das crises.
Um dos motivos pode ser o hereditário, na determinação de quem está sujeito. Contudo, é mais frequente as pessoas desenvolverem a síndrome sem nenhum antecedente familiar. Outros fatores podem ser: uso de alguns medicamentos (anfetaminas – usados em dietas para emagrecer) ou drogas ilícitas. Também, existem algumas características de personalidade que favorecem mais a este desenvolvimento.
Tais características da personalidade que favorecem o desenvolvimento da síndrome, podem ser:  tendência a preocupação excessiva; necessidade de estar no controle da situação; altas expectativas; dificuldade em aceitar mudanças de opinião; reprimir sentimentos pessoais “negativos” (não demonstram esses sentimentos); julgam-se “perfeitamente” controladas emocionalmente; são extremamente produtivas; assumir grandes responsabilidades; perfeccionistas; exigentes consigo mesmas (consequentemente, com os outros também) e não aceitam bem os erros ou imprevistos.
Tratamento… É importante informar ao paciente claramente todos os passos do tratamento, que tem como objetivo aliviar e ajuda-lo a prevenir outras crises de pânico, além de sintomas e sinais.
Os tratamentos mais utilizados são os medicamentosos e psicoterapia. Os medicamentos indicados são antidepressivo e ansiolítico. Há casos, que não é necessário o uso de medicação.
O tratamento e seu resultado depende do quão no início foi diagnosticado, a idade que apareceram os primeiros sintomas, hereditariedade, disponibilidade da pessoa para o tratamento, histórico de vida e da doença, e aceitação do diagnóstico. Partindo destes princípios, o tratamento pode durar mais ou menos tempo.
A prevenção poderá ser, a princípio, a busca por autoconhecimento, autopercepção, e basicamente procurar não ser tão exigente consigo mesmo e com a vida.

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